segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

1º Circuito Natalino de Campos: Um caminho de oportunidades.

A ideia era seguir por alguns anos trabalhando como cozinheiro em um restaurante de Campos, mas o “negócio” não deu certo. Sem dinheiro, mas cheio de ideias, o estudante Emanuel Almeida resolveu, a partir da dificuldade, empreender: montou em sociedade, com a também estudante Juliana Monteiro, o “Gato Cremoso Deliceria”. Juntos, eles produzem bombons de energia, que são guloseimas a base de chocolate e leite ninho. Para os mais exigentes com a alimentação saudável há opções como granola e barras de cereais.  

A dupla, que estuda na UENF, vende os produtos em espaços púbicos e utiliza o dinheiro para manter os gastos acadêmicos. Este mês, Emanuel e Juliana estão participando do 1º Circuito Natalino de Campos, que tem como objetivo promover e estimular o consumo de bens e serviços produzidos pelos empreendimentos de economia solidária, no município.

São aproximadamente 36 grupos de trabalho que são responsáveis desde a confecção de produtos artesanais até a produção de doces caseiros.  A comercialização dos produtos está acontecendo dentro de universidades e instituições de Campos, parceiras na ação.

“É uma oportunidade incrível em um mês em que as pessoas estão com o sentimento de solidariedade aflorado, além de ser a chance de mostrar para o público que bons produtos também são encontrados fora das prateleiras dos supermercados”, disse Juliana Monteiro.

“A venda desses produtos com preços baixos representa um 13º salário pra gente. Além de juntar um dinheiro extra, o circuito natalino é uma grande oportunidade para divulgação do nosso trabalho”, comemorou o estudante Emanuel Almeida.

A programação completa do 1º Circuito Natalino de Campos pode ser acessada aqui

Confira a programação desta semana:

08/12/2015: 

10h às 17h – Secretaria de Educação de Campos
10h às 17h – Secretaria de Saúde de Campos
18h às 21h – Universidade Estácio de Sá

09/12/2015:

09h às 14h - Secretaria de Educação de Campos
09h às 14h – Secretaria de Saúde de Campos
09h às 14h – Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes
10/12/2015:

09h às 14h – Instituto Federal Fluminense (campus Campos-Centro)
09h às 14h - Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mais três cidades recebem visita técnica da ITEP.

Dando seguimento ao roteiro de visita, a assessoria da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares esteve presente em mais três municípios do interior do Estado. No Noroeste fluminense, as cidades que receberam a comissão, que também contou com a representante do Fórum de Economia Solidária, Irecy Damasceno, foram Laje do Muriaé e Aperibé.

Em Aperibé, além de ouvir dos moradores ideias sobre divulgação da Economia Solidária no município, os representantes da ITEP também conversaram com autoridades do poder executivo sobre políticas que promovam a ECOSOL.

A comitiva também conheceu o importante trabalho que é desenvolvido por profissionais, que atuam na “Casa do Artesão”.

Sediada onde antes funcionava um banheiro público, a Casa do Artesão é mantida por um grupo de oito artesãs aperibenses que se dedicam especialmente ao patchwork. A tradição do artesanato em tecido é atestada pelo Encontro de Patchwork realizado há quatro anos na Casa da Cultura, sempre no mês de novembro. Uma das integrantes do coletivo de artesãs é Maria Bragança, esposa de Luiz Carlos Boechat Bragança, membro da tradicional família da cidade.

O roteiro do dia 18/11/2015 foi concluído com uma produtiva reunião entre a assessoria técnica da ITEP e representantes da prefeitura de Laje do Muriaé.
A cidade é importante no cenário cultural. Recentemente, sediou reunião do Fórum de Gestores de Cultura do Noroeste, com a participação da representante da Secretaria de Estado de Cultura, Clarissa Semensato, da Coordenação de Políticas Culturais.

A semana de visita técnica encerrou no município de Quissamã, no Norte do Estado. Dezenas de artesãos, produtores e autoridades participaram do encontro, realizado no Parque de Exposições da cidade.

Objetivo da visita aos municípios fluminenses:
“A ideia é implementar políticas que promovam a Economia Solidária no interior do Estado. Entre os objetivos, a ampliação da Rede de Economia Solidária Norte Fluminense; a promoção de empreendimentos econômicos solidários através da articulação, além da criação de espaços de comercialização permanentes para os produtos da economia solidária”, disse Nilza Franco Portela, coordenadora técnica da ITEP/UENF.



Texto: Cléber Rodrigues
Fotos: Alício Gomes e Luiz Eduardo Neto


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Assessoria técnica da ITEP visita municípios do norte e noroeste do Estado do RJ.


Uma equipe de assessores da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares está fazendo uma espécie de “caravana” em municípios do Norte e Noroeste do Estado do Rio.

As primeiras visitas começaram a ser feitas em novembro (2015) e contemplaram as cidades de Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, Itaocara e Italva.

A ideia é implementar políticas que promovam a Economia Solidária no interior do Estado. Entre os objetivos, a ampliação da Rede de Economia Solidária Norte Fluminense; a promoção de empreendimentos econômicos solidários através da articulação, além da criação de espaços de comercialização permanentes para os produtos da economia solidária.

“Nós estamos cumprindo uma agenda do projeto “Rede Economia Solidária Norte Fluminense”. O objetivo, nesse primeiro momento, é contribuir para a formação de gestores e trabalhadores da economia solidária, preparando um processo de legalização por meio de projetos de lei, que constituam programas municipais. Iniciamos uma conversa que tem tudo para produzir bons frutos. Torcemos pelo mesmo resultado que já obtivemos em Campos, fortalecendo cada vez mais o movimento de economia solidária, através do Fórum da EcoSol. Esse é o nosso trabalho. É isso que a gente acha muito importante agora”,  destacou Nilza Franco Portela, coordenadora técnica da ITEP/UENF.
 
Até janeiro de 2016 dezenas de cidades receberão a visita dos assessores técnicos da ITEP/UENF.

Em Campos (RJ), esse mesmo trabalho já resultou na inclusão da regulamentação de política de economia solidária na lei orgânica municipal em 2015. O sucesso veio por intermédio do poder legislativo, através da vereadora Auxiliadora Freitas.

O artigo proposto pela ITEP e aceito, dispõe sobre a Política Municipal de Economia Solidária e Cidadã e a criação de diversos organismos pelo Poder Executivo.

"DIA DE CAMPO" EM ASSENTAMENTO DE RIO PRETO, EM CAMPOS (RJ).


“Um dia de muito aprendizado e troca de experiência”, a frase do técnico Antônio Augusto Carvas Sant´Anna define, em poucas palavras, a visita realizada na sexta-feira (13/11) ao assentamento de Rio Preto, em Campos dos Goytacazes (RJ).
 
“Nós percebemos, por exemplo, que os assentados tinham resistência ao plantio de eucalipto. Levamos cerca de cem mudas de plantas, entre elas, uma da “família” eucalipto, e desmistificamos tudo o que estava relacionado ao plantio dessa espécie. Uma das principais dúvidas que os produtores tinham era se o eucalipto seca a o lençol freático. Mostramos que isso não passa de um mito”, disse Antônio, que é assessor técnico da ITEP.

No “dia de campo”, como a visita foi chamada, os cerca de 10 assentados também conheceram um pouco mais sobre o sistema Silvipastoril (SSP), uma técnica muito utilizada de combinação de árvore, pastagem e animais numa mesma área, ao mesmo tempo e manejadas de forma integrada. A junção desses fatores pode incrementar a produtividade por unidade de área. Trata-se de um importante benefício econômico e ambiental para a produção rural.

Em tempos de seca, outro tema que foi abordado na prática com os produtores foi a proteção das nascentes. 
 
“Algumas pessoas desconheciam sobre técnicas de preservação de córregos e nascentes. Demos dicas importantes, como, por exemplo, o plantio de espécies nativas às margens de locais com água, evitando assim, um assoreamento”. Concluiu Antônio.

Os assentados de Campos também receberam orientações a respeito do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e remanescentes de vegetação. Uma ferramenta obrigatória estipulada pelo governo federal para auxiliar no planejamento da propriedade na recuperação de áreas degradadas e na conservação dos demais recursos naturais.
 
Ao fim dos conhecimentos práticos e teóricos, um lanche em forma de confraternização marcou o do dia de campo, que faz parte do Projeto de Incubação de Territórios, coordenado pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP/UENF).

Além de Antônio, outros dois assessores técnicos da ITEP estiveram na visita.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

1º Encontro de arte ao ar livre na UENF acontece neste fim de semana.

Uma das obras de arte do campista Carlos Faria. 
Neste sábado (26), mais de 15 artistas plásticos de Campos (RJ) vão participar de uma grande oficina a céu aberto de pintura em telas, na Universidade Estadual do Norte Fluminense. O encontro, que será realizado das 8h às 13h, em frente à ADUENF, tem como proposta integrar os artistas plásticos e sensibilizar as pessoas sobre a importância dessa cultura para a sociedade. 

O cadastro gratuito dos interessados vai acontecer no dia da oficina.  Não é obrigatório ser profissional. Durante as cinco horas de evento, algumas telas prontas ficarão expostas ao público, que poderá comprar os quadros.

O artista Carlos Faria e sua aluna, Prof.ªAna Lúcia Diegues.
A ideia do encontro foi do campista e autodidata Carlos Faria, autor de mais de 300 obras de arte, em 22 anos de profissão.

“Já era um projeto antigo, mas saiu do papel em 2015. Sempre participei de eventos em que presenciei o talento e a vontade que as pessoas têm em divulgar seus trabalhos. Um dia, em conversa com a minha aluna e professora da UENF, Ana Lúcia Diegues, comentei sobre esse desejo. Ela prontamente abraçou a causa e articulou a oficina junto à Reitoria da Universidade”, disse Carlos. 

A aluna Ana Lúcia, a qual se refere o professor de artes, é um exemplo de que a pintura pode ser um importante aliado no tratamento de saúde.  A professora licenciada da UENF enfrentou dois AVCs em menos de seis meses. Sem o movimento de um dos braços e com a fala prejudicada ela buscou a recuperação na arte.

A riqueza dos detalhes na tela de Carlos Faria.
“O último AVC foi em março do ano passado. Tive que reaprender a falar, movimentar o braço esquerdo. Há dois meses, comecei a conhecer técnicas de pintura e, além de me apaixonar pela arte, impulsionei minha recuperação”, comemora Ana Lúcia Diegues, professora de engenharia de materiais.

Aos que preferirem apenas assistir ao trabalho dos artistas, poderão participar, doando um quilo alimento não perecível. Tudo que for arrecadado será revertido a uma instituição de caridade de Campos (RJ). O evento é apoiado pela Incubadora Tecnológica de empreendimentos populares (ITEP/UENF).

Curiosidades sobre o termo ”pintura ao ar livre”:

O termo faz referência à pintura feita ao ar livre, que se populariza no século XIX com o desenvolvimento de novos equipamentos, como a bisnaga descartável para a embalagem de tinta, criada em 1841 e logo produzida comercialmente. A disponibilidade de tintas prontas encoraja os artistas a experimentarem novos tons e a saírem dos ateliês. Prática comum na segunda metade do século XIX, associada diretamente ao impressionismo - e aos nomes de Claude Monet, Pierre Auguste Renoir, Alfred Sisley, Frédéric Bazille, Camille Pissarro, Paul Cézanne, Edgar Degas, Berthe Morisot e Armand Guillaumin.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Agricultores de Campos (RJ) conhecem técnicas para aumentar a produção.

Podemos escolher o que plantar, mas somos obrigados a colher o que semeamos”.

Na “lavoura” do provérbio chinês, produtores do assentamento Josué de Castro, em Campos (RJ), estão colhendo frutos semeados durante anos de luta em prol da subsistência da agricultura familiar.

Através de pequenos gestos, eles estão retomando cuidados que podem melhorar a produção na lavoura. Da poda de árvores ao manejo correto dos inseticidas. Tudo é acompanhado de perto por uma equipe de assessoria da ITEP/UENF. As visitas a campo, que são realizadas periodicamente por profissionais especializados no assunto, objetivam a efetividade do trabalho desenvolvido pelos assentados.

Em setembro, cerca de 40 produtores receberam um curso, que durou cerca de 3 horas. Eles foram orientados por Kássia Guarnier (agronomia) e Antônio Augusto Santana (zootecnia), ambos da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP), da UENF. Os profissionais deram dicas, por exemplo, sobre como deve ser feita a poda de árvores frutíferas. Explicaram que, levando em consideração a espessura dos galhos, a colheita pode ser farta.

Outra técnica, que pode diminuir o custo de produção, está relacionada ao uso eficiente de inseticidas. Portanto, para realizar o controle adequado dessas pragas, nada melhor que a informação. E ela foi repassada aos representantes do Assentamento Josué de Castro. 

“Essas visitas aos assentamentos de Campos integram o projeto “incubação de território”. A ideia é estimular os agricultores, através de pequenas ações, a incrementarem as atividades no campo com ferramentas simples. Acredito que, por intermédio de processos de baixo custo, os produtores estejam cada vez mais inseridos na política da economia solidária”, destacou Nilza Franco Portela, coordenadora da ITEP/UENF.

FOTOS: Antônio Augusto Santana

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Curso de biojoias é incentivo para artesãs.


“A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade.” A frase do multiartista Pablo Picasso sintetiza o trabalho desenvolvido por artesãs, que participam do curso de biojoias promovido pela Itep. Através da arte, que estimula a produção de joias com o uso de sementes, as profissionais estão conhecendo a verdadeira essência da palavra sustentabilidade.,


O curso, que teve início em agosto, utiliza como matéria-prima produtos recicláveis, tais como papelão, plástico, fundo de lata, além da semente. Todo esse material, modelado sob a orientação da designer gráfico, Bárbara Borges, é transformado em joias.

“A maioria das artesãs que estão no curso não sabia como trabalhar com joias sustentáveis. Hoje, elas já começam a receber os ensinamentos suficientes para produzir e vender a própria biojoia” completou Bárbara, orientadora da oficina.

As artesãs que participam do curso de biojoias são, em sua maioria, mulheres aposentadas entre 40 e 60 anos de idade. Elas buscam qualificação para incrementarem a aposentadoria.

O curso acontece toda a quarta-feira, a partir das nove da manhã, no atelier da Itep, na UENF. Meses antes do início do curso, os instrutores, que são bolsistas externos da universidade, passaram por uma capacitação sobre a importância de estimular a propagação da economia solidária por meio da sustentabilidade. Um trabalho liderado pela coordenadora da ITEP/UENF, Nilza Franco Portela.

Texto: Cléber Rodrigues - Jornalista


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Coordenadores de Telecentros do Norte e Noroeste do RJ vão buscar parcerias para fomentar a atividade.

Em reunião liderada pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares(ITEP/UENF), que presta assessoria técnica, coordenadores de Telecentros do Norte e Noroeste Fluminense firmaram o compromisso de buscar convênios para manter o serviço à população até o encerramento do programa, em dezembro de 2015.
A partir de 2016 o programa de Telecentros, desenvolvido pelo Ministério das Comunicações, vai passar por uma readequação. Uma das possibilidades é a retomada de bolsas de apoio à monitoria para o ano que vem para dar suporte ao atendimento. Antes mesmo disso, a ideia é que os responsáveis pelos projetos busquem parcerias políticas/publicas/privadas/comunidade.

Com base no prévio conhecimento adquirido junto ao presidente do Instituto Bem Estar Brasil, Marcelo Rodrigues Saldanha, a coordenadora da ITEP/UENF Nilza Franco Portela falou sobre a importância da implantação dos provedores comunitários no processo de recuperação dos Telecentros.


“O Telecentro tem um papel importante na comunidade local e pode ser um grande gestor deste provedor comunitário, integrando desta forma toda a população em seu entorno, promovendo um acesso e transmissão de sinal a um preço justo e de boa qualidade”, disse Nilza.
 
A reunião contou com a representação de 22 Telecentros de cidades do Norte e Noroeste Fluminense.

Como funcionam os Telecentros:

Os telecentros são espaços sem fins lucrativos, de acesso público e gratuito, com computadores conectados à internet, disponíveis para diversos usos. O objetivo é promover o desenvolvimento social e econômico das comunidades atendidas, reduzindo a exclusão social e criando oportunidades de inclusão digital aos cidadãos.

Os telecentros oferecem cursos e atividades, além de funcionarem como espaço de integração, cultura e lazer. Os frequentadores contam com assistência de monitores qualificados, que atuam como gestores locais.

Atualmente, existem 7.755 telecentros em funcionamento em todo o Brasil. Eles foram instalados por meio de uma parceria entre ministérios, prefeituras e entidades, que são responsáveis pela manutenção desses espaços.
A ação é gerenciada pela Secretaria de Inclusão Digital.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Plenária do Fórum de Economia Solidária de Campos reúne profissionais e autoridades.

Artesãos, agricultores, assentados e pescadores participaram de mais uma plenária realizada no município do norte fluminense.

Desta vez, os convidados foram o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Orlando Portugal e sua subsecretária, Rosana Juncá, além de Irecy Damasceno, responsável pelo Departamento de Programas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social.

Durante o encontro mensal, as autoridades presentes sugeriram aos profissionais da Economia Solidaria que os mesmos façam um projeto com demandas a serem solicitadas ao poder público. Após esse levantamento, a ideia é avaliar futuras parcerias em prol da Ecosol.

A plenária contou com a presença de representantes de diversos segmentos, entre eles, a assessoria técnica da Itep/Uenf, coordenada por Nilza Franco Portela.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Fórum de Economia Solidária de Campos promove visita técnica à Colônia de Pescadores.

“Há tempos não se vê um Rio Paraíba do Sul assim. Viver da pesca tem sido uma lição diária de resistência e, sobretudo, sobrevivência”. 

As sinceras palavras de Lenílson do Espirito Santo, presidente da associação de pescadores do Bairro Coroa Grande, em Campos, evidenciam a atual fase vivida por uma categoria importante para o país: os pescadores. Com a escassez da matéria prima, os profissionais estão tendo que se adaptar a difícil realidade e se reinventarem.

A necessidade dessa reinvenção foi tema de uma reunião técnica do Fórum de Economia Solidária de Campos com a presença de vários pescadores de uma das principais colônias do Município, a Coroa Grande. Segundo Nilza Franco Portela, coordenadora da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da UENF (ITEP) e integrante do Fórum Municipal de Economia Solidária, uma das saídas é buscar alternativas na própria atividade pesqueira.

“O pescador tem que avançar na questão dos produtos embutidos. O reaproveitamento pode ser essa via de escape. Pensar em algo a ser feito com a escamas, por exemplo. Diante da evidente falta de peixe nos rios e mares, precisamos rever a questão da nossa capacidade de estimular alternativas durante o processo de recuperação da atividade pesqueira. E é aí que a Economia Solidária entra em pauta”, discursou Nilza.

Em dias difíceis para a categoria, o pagamento do defeso ajuda a conter as despesas familiares. O desafio, segundo a coordenação do Fórum de Economia Solidária, é aproveitar a organização e estruturação da Colônia para estimular uma sobrevida sem a dependência de recursos do Governo Federal.

Assim como a Colônia de Pescadores, outros segmentos da Economia Solidária receberão a visita técnica do Fórum, que tem como um dos objetivos aprimorar o conhecimento já adquirido pelos profissionais da pesca, artesanato, assentamentos e agricultura.

Texto: Cléber Rodrigues
Foto: Itep/Uenf

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Representante de Campos (RJ) na Feira Latino Americana de Economia Solidária.

Entre os dias 08/07 e 12/07 o município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, “abre a casa” para o maior evento ligado a Economia Solidária na América Latina.  A 11ª Feira de EcoSOL é uma experiência que fortalece os processos participativos, organizativos, autogestionários e transformadores, reforçando o Modelo de Desenvolvimento Solidário, Sustentável e Territorial.

A representante da cidade de Campos é a secretária executiva do Fórum de Economia Solidária, Sueli da Silva, que participa do evento com demais integrantes do Fórum Estadual.

A 11ª Feira de EcoSOL é um grande braço do FSM (Fórum Social Mundial) coordenado pelo Projeto Esperança/Cooesperança da Arquidiocese de Santa Maria, com apoio da Prefeitura Municipal de Santa Maria, Cáritas Brasileira Regional/RS, SENAES (Secretaria Nacional de Economia Solidária), FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária), IMS (Instituto Marista de Solidariedade), FGES Fórum Gaúcho de Economia Solidária, Fóruns Regionais e muitas Entidades, organizado por um grande mutirão, através das Comissões de trabalho com os Empreendimentos de Economia Solidária. A organização da Feira é uma grande Escola de participação, comprometimento, integração, Democracia Participativa e Autogestionária.


Veja a programação parcial:

Dias 08, 09 e 10 de julho de 2015

- Reunião da Coordenação do Fórum Brasileiro de Economia Solidária

Local: Instituto São José – Bairro Dom Antonio Reis – Santa Maria – RS


Dia 09 de julho de 2015 – QUINTA-FEIRA 

 - 7h30min às 14h – Chegada dos Empreendimentos Solidários, Credenciamento e Organização da Feira no local da Feira.

- 8h - Encontro de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP) da Região Sul

Local: Campus da Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, nº 1000, Cidade Universitária – Bairro Camobi.

           Programação do dia 09/07/2015:

·         8h-9h – Credenciamento e cafezinho – Hall do Salão Imembuí – 2º andar – Prédio da Reitoria.
·         9h-9h30min – Abertura/Apresentação Cultural/Acolhimento
·         10h – Palestra de abertura com João Joaquim de Melo Neto – Sala 218 - 2º andar – Prédio da Reitoria.

Tema: Economia Solidaria enquanto estratégia de Desenvolvimento Territorial: o caso do Banco Palmas em Fortaleza-CE
·         11h30min – Intervalo do almoço – livre

·         13h30min – Reunião das Incubadoras – Sala 218 - 2º andar – Prédio da Reitoria.

Pauta:  

Painel Metodologias de Incubação solidária na sociedade de classes – Debate em torno das distintas visões de assessoria.  .
·         15h30min – Intervalo
·         16h – A Rede ITCP e seu papel no Plano Nacional de Economia Solidária e na implantação dos Planos Territoriais de Ecosol - Sala 218 - 2º andar – Prédio da Reitoria.
·         18h – Encerramento.


A programação completa você confere clicando AQUI!

Fonte: esperancacooesperanca.org